Devassas e “mal procedidas” prostituição, concubinato e vivência religiosa nas minas gerais do século xviii
Ref: 254861
Por: Lisa batista de oliveira
R$ 92,00
R$ 77,29
Editora
Número de Páginas
276
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Brochura
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Descrição do produto
Escravas e libertas, ao se relacionarem intimamente com homens brancos, subverteram os padrões hierárquicos da sociedade escravista das Minas Gerais do século XVIII, deslocando as relações de dominação e criando poderes informais femininos definidos como contrapoderes ilícitos fundamentados na sedução que proporcionavam uma existência mais livre. Estratégia advinda dos tempos do cativeiro, o mau uso de si inseria se em uma tradição cultural efetivada pela prática social de mulheres forras. Mulheres sós, dispostas a sobreviver com o ganho de seus corpos, as libertas transmitiam às filhas uma cultura de resistência através da sedução. Brancas pobres, sem dotes, que não atuavam na preservação da propriedade de ricos senhores de escravos, também criaram táticas de sobrevivência por meio dos tratos ilícitos. Eram consideradas mal procedidas tanto mulheres que se entregavam a relações conjugais não ortodoxas, quanto aquelas que aderiam efetivamente ao comércio sexual, o que revela os tênues limites entre práticas desviantes como os concubinatos e prostituição. Algumas mulheres possuíam mais de um concubino e meretrizes despertavam amores, estabelecendo relações de mancebia com vários homens. O viver meretrizmente designava a vida fora dos padrões convencionais de mulheres solteiras ou de maridos ausentes, com todo comportamento desregrado confundindo as com prostitutas. As mal procedidas, com suas putarias e mancebias, eram mulheres profanas e perigosas devido à sua prole ilícita e miscigenada, concebida fora do matrimônio sacramentado..
Especificação técnica
Autor
Lisa batista de oliveira
Número de Páginas
276
EAN/ISBN
9788555078057
ISBN 10
8555078059
Ano da Edição
2019
Edição
1
Situação
Disponível
Encadernação
Brochura






