Entre verdugos e sedutores modernidade e (des)mascaramento na prosa de hilda hilst
Ref: 246423
Por: Carlos eduardo dos santos zago
R$ 67,00
R$ 56,28
Editora
Número de Páginas
231
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Descrição do produto
Partindo da constatação de que a crítica especializada sobre Hilda Hilst pouco disserta a respeito das características históricas, sociais e políticas de sua obra, este livro procura desenvolver uma leitura interpretativa de parte de sua literatura, ligando a ao contexto de produção. O primeiro capítulo destina se a comentar os vários textos publicados sobre os diversos gêneros em que a autora escreveu. Após traçar as diferentes perspectivas críticas, segue, na segunda parte, a leitura interpretativa da peça teatral O verdugo (1969), cujo foco é posto em seu caráter alegórico, tendo em vista que é com o seu teatro que temas ligados ao inconcluso processo de modernização brasileira começam a se con?gurar mais sistematicamente a permanência de relações arcaicas no presente, a mistura das instâncias pública e privada, a relativização do sujeito e a força subjugadora do capital. O trabalho continua com o tracejo de um panorama da prosa ?ccional de Hilda Hilst, estendido de 1970 à década de 1990, quando passa a publicar sua irônica obra pornográ?ca. Recursos de sua dramaturgia são incorporados em seus textos futuros, como a metalinguagem, a forma alegórica e dialógica, o rompimento das barreiras entre os gêneros e a crítica à modernização desigual. Assim, Cartas de um sedutor (1991) parece ponto convergente das artimanhas literárias da autora. Sua apropriação de recursos teatrais, portanto, é analisada comparativamente aos procedimentos de O verdugo. Desse modo, o quarto capítulo busca entender o movimento dos disfarces, chave formal da peça de 1969 e o mascaramento da consciência organizadora do romance de 1991. O último capítulo também é destinado às Cartas de um sedutor, em que se analisa a posição do intelectual em meio às generalizações da mercadoria, a construção paródica, a aproximação de um dos enunciadores do romance com os narradores em primeira pessoa autoenvenenados da tradição da literatura brasileira e o choque entre forma literária e o conteúdo pornográ?co da indústria cultural. O livro, portanto, procura investigar, sobretudo, a forma alegórica da prosa de Hilda Hilst, capaz de formalizar a modernidade simulada do Brasil..
Especificação técnica
Autor
Carlos eduardo dos santos zago
Número de Páginas
231
EAN/ISBN
9786525043036
ISBN 10
6525043034
Ano da Edição
2023
Edição
1
Situação
Disponível
Encadernação
Brochura








