Poética
Ref: 219581
Por: Ana cristina cesar
R$ 104,90
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Número de Páginas
504
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Ana Cristina Cesar deixou em sua breve passagem pela literatura brasileira do século XX uma marca indelével. Tornou se um dos mais importantes representantes da poesia marginal que florescia na década de 1970, justamente pela singularidade que a distanciava das leis do grupo. Criou uma dicção muito própria, que conjugava a prosa e a poesia, o pop e a alta literatura, o íntimo e o universal, o masculino e o feminino pois a mulher moderna e liberta, capaz de falar abertamente de seu corpo e de sua sexualidade, derramava se numa delicadeza que podia conflitar, na visão dos desavisados, com o feminismo enérgico, característico da época. Entre fragmentos de diário, cartas fictícias, cadernos de viagem, sumários arrojados, textos em prosa e poemas líricos, Ana Cristina fascinava e seduzia seus interlocutores, num permanente jogo de velar e desvelar. Cenas de abril, Correspondência completa, Luvas de pelica, A teus pés, Inéditos e dispersos, Antigos e soltos livros fora de catálogo há décadas estão agora novamente disponíveis ao público leitor, enriquecidos por uma seção de poemas inéditos, um posfácio de Viviana Bosi e um farto apêndice. A curadoria editorial e a apresentação couberam ao também poeta, grande amigo e depositário, por muitos anos, dos escritos da carioca, Armando Freitas Filho.Dos volumes independentes do começo da carreira aos livros póstumos, a obra da musa da poesia marginal reunida pela primeira vez em volume único ainda se abre, passados trinta anos de sua morte, a leituras sem fim.Ana C. concede ao leitor aquele delicioso prazer meio proibido de espiar a intimidade alheia pelo buraco da fechadura. Um dos escritores mais originais, talentosos, envolventes e inteligentes surgidos ultimamente na literatura brasileira. Caio Fernando Abreu, 1982Um texto ultrassintético, desdobrável em muitas leituras, mas nunca esgotável. Eu sou apenas um eterno deslumbrado com a poesia, a prosa e a pessoa da carioca. Reinaldo Moraes, 1982Entre Ana e o texto, entre Ana e a vida, havia a elipse, o prazer do pacto secreto com seu possível interlocutor. A isso ela chamava ‘páthos feminino’. Disso, ela fez seguramente a melhor e a mais original literatura produzida dos anos 1970. Heloisa Buarque de Hollanda, 1984Ela não foi ela fica como uma fera. Armando Freitas Filho, 1985Ana Cristina Cesar deixou uma obra poética absolutamente singular no panorama da literatura brasileira do século XX. Joana Matos Frias, 2005Ana Cri.
Especificação técnica
Autor
Ana cristina cesar
Número de Páginas
504
EAN/ISBN
9788535923629
ISBN 10
8535923624
Ano da Edição
2013
Edição
1
Situação
Disponível
Encadernação
Brochura









